Introdução ao PHP

PHP Deixe um comentário »

PHP

PHP é uma das linguagens mais usadas para desenvolvimento de sites, pela sua simplicidade e grande suporte por empresas de hospedagem.

Trabalhei com projetos em PHP durante 5 anos, onde grande parte deste tempo trabalhei com o programador Rafael Jaques, mantenedor do blog www.phpit.com.br.

Por isso pedi para o mesmo escrever um artigo sobre o assunto.

Valeu Jaques pela contribuição!

Olá amigos! Tudo jóia?

Primeiramente eu gostaria de me apresentar. Meu nome é Rafael Jaques, tenho 19 anos e programo em PHP há 5 anos. Meu intuito aqui hoje é explicar pra vocês o que é o PHP, para que serve e coisas interessantes que se pode fazer com ele!

O que é o PHP?

PHP é uma linguagem que permite criar sites WEB dinâmicos, possibilitando uma interação com o usuário através de formulários, parâmetros da URL e links. A diferença de PHP com relação a linguagens semelhantes a Javascript é que o código PHP é executado no servidor, sendo enviado para o cliente apenas html puro. Desta maneira é possível interagir com bancos de dados e aplicações existentes no servidor, com a vantagem de não expor o código fonte para o cliente. Isso pode ser útil quando o programa está lidando com senhas ou qualquer tipo de informação confidencial.

O que diferencia PHP de um script CGI escrito em C ou Perl é que o código PHP fica embutido no próprio HTML, enquanto no outro caso é necessário que o script CGI gere todo o código HTML, ou leia de um outro arquivo.

O que pode ser feito com PHP?

Basicamente, qualquer coisa que pode ser feita por algum programa CGI pode ser feita também com PHP, como coletar dados de um formulário, gerar páginas dinamicamente ou enviar e receber cookies.

PHP também tem como uma das características mais importantes o suporte a um grande número de bancos de dados, como dBase, Interbase, mSQL, MS SQL Server, MySQL, Oracle, Sybase, Firebird, PostgreSQL e vários outros. Construir uma página baseada em um banco de dados torna-se uma tarefa extremamente simples com PHP.

Além disso, PHP tem suporte a outros serviços através de protocolos como IMAP, SNMP, NNTP, POP3 e, logicamente, HTTP. Ainda é possível abrir sockets e interagir com outros protocolos.

Como surgiu o PHP?

A linguagem PHP foi concebida durante o outono de 1994 por Rasmus Lerdorf. As primeiras versões não foram disponibilizadas, tendo sido utilizadas em sua home-page apenas para que ele pudesse ter informações sobre as visitas que estavam sendo feitas. A primeira versão utilizada por outras pessoas foi disponibilizada em 1995, e ficou conhecida como “Personal Home Page Tools” (ferramentas para página pessoal). Era composta por um sistema bastante simples que interpretava algumas macros e alguns utilitários que rodavam “por trás” das home-pages: um livro de visitas, um contador e algumas outras coisas.

Em meados de 1995 o interpretador foi reescrito, e ganhou o nome de PHP/FI, o “FI” veio de um outro pacote escrito por Rasmus que interpretava dados de formulários HTML (Form Interpreter). Ele combinou os scripts do pacote Personal Home Page Tools com o FI e adicionou suporte a mSQL, nascendo assim o PHP/FI, que cresceu bastante, e as pessoas passaram a contribuir com o projeto.

Estima-se que em 1996 PHP/FI estava sendo usado por cerca de 15.000 sites pelo mundo, e em meados de 1997 esse número subiu para mais de 50.000. Nessa época houve uma mudança no desenvolvimento do PHP. Ele deixou de ser um projeto de Rasmus com contribuições de outras pessoas para ter uma equipe de desenvolvimento mais organizada. O interpretador foi reescrito por Zeev Suraski e Andi Gutmans, e esse novo interpretador foi a base para a versão 3.

Em maio de 2000 o PHP3 deu espaço para a versão 4, a qual foi revolucionária, pois o PHP começava a engatinhar na Orientação a Objetos.

Em 2004 foi lançado o PHP5, com melhoramentos na OOP e muitas outras adições.
Atualmente o PHP6 está no forno e parece não demorar muito mais para ficar pronto.

Conclusão

Embora seja uma linguagem de código-fonte aberto, o que gera discriminação por parte de alguns, PHP é uma ferramenta poderosa que possui diversos recursos e uma sintaxe simples e fácil de ser aprendida. Linguagem promissora que ainda tem muito pra dar.

Espero ter sido claro em todas as especificações acima e qualquer dúvida ou sugestão vocês podem me encontrar no PHPit!

Um grande abraço a todos e fiquem com Deus!
Rafael Jaques

Download - Apostila de Web Standards

AJAX, Acessibilidade, Adobe Flash, Internet, JavaScript 1 Comentário »

Juntamente com André Espeiorin, programador no Ministério da Educação e mantenedor do www.blogdoxorna.com e Andrea Poletto, coordenadora do núcleo de acessibilidade do projeto SIEP (Sistema de Informação na Educação Profissional e Tecnológica) do Ministério da Educação, desenvolvi uma Apostila de Web Standards, englobando XHTML, CSS, Tableless, Acessibilidade, Flash e AJAX Acessível.

Pensada para o uso de conceitos e técnicas práticas, foi usada em diversos treinamentos e distribuida pela Rede de Desenvolvimento do SIEP.

Tendo sempre em mente contribuir para a comunidade, alcançando uma web mais rica e acessível, disponibilizo para donwload aqui, para todos os interessados.

Boa leitura!

Desenvolvimento Web - Semântica

Padrões web 2 Comentários »

Sempre acreditei que a web devia ser levada ao seu máximo, com usabilidade, acessibilidade, comunicabilidade e padrões de desenvolvimento, por isso iniciarei falando sobre Padrões Web no meu site, saindo um pouco da tradicional linha Flex e Flash, devido a minha mudança de trabalho e foco absoluto nesta área.  

“Semântica é a parte da gramática que estuda o sentido e a aplicação das palavras em um contexto.” 

O grande paradigma do desenvolvimento de sites e sistemas acessíveis está no uso correto de cada tag para o seu respectivo conteúdo, como por exemplo, ao pegarmos uma citação e seu autor, como segue abaixo, de que forma devemos implementar a demarcação?

“Somente aquele que administra suas idéias de forma livre é dono de suas idéias, e somente aquele que é dono de suas idéias não é escravizado por elas.”

- Lin Yutang

Que tal desta forma:

<p>“Somente aquele que administra suas idéias de forma livre é dono de suas idéias, e somente aquele que é dono de suas idéias não é escravizado por elas.”</p>

<p>- Lin Yutang</p>

Para muitos, isto será muito familiar, mais está forma não é correta, sendo que temos tags apropriadas como elementos semânticos:

<blockquote>“Somente aquele que administra suas idéias de forma livre é dono de suas idéias, e somente aquele que é dono de suas idéias não é escravizado por elas.”</blockquote>

<cite>- Lin Yutang</cite> 

Muios desenvolvedores estão habituados a escrever HTML desta forma e inclinados a desenvolver sites com várias tags <div> no início do desenvolvimento com a metodologia Tableless, claramente espelhandos em layouts estruturados com tabelas. Esta prática é chamada de divite, mas deve ser evitada.

Similarmente, devemos ser cautelosos sobre a divisão de elementos únicos com tags <div>. Isto é frequentemente realizado para propósitos de estilização, mas usualmente isto destrói com a marcação semântica, além de ser totalmente desnecessário.

A tag <div> é usada para criar divisões na página, mas ao mesmo tempo é utilizada para criar grupos de conteúdo. Por exemplo, por que fazer isto:

<div id=”menu”>

<ul>

<li>Item A</li>

<li>Item B</li>

<li>Item C</li>

</ul>

</div>

Quando podemos estruturar a página usando menos código:

<ul id=”menu”>

<li>Item A</li>

<li>Item B</li>

<li>Item C</li>

</ul>

A este uso desnecessário da tag <div> damos o nome de “divite”. O mesmo problema pode ocorrer comumente com desenvolvedores web ao utilizar o atributo class, ao que chamaremos de classite.

O atributo class existe para que possamos utilizar a mesma esitilização para vários elementos em comum, mas como a divite, muitos desenvolvedores utilizam o atributo class no lugar da tag apropriada, como no exemplo:

<p class=”address”>

Carlos Tristacci<br />

Rua 13 de Maio, 1535 <br />

Bento Gonçalves - RS

</p>

O correto é usar o elemento (X)HTML address, veja abaixo:

<address>

Carlos Tristacci<br />

Rua 13 de Maio, 1535 <br />

Bento Gonçalves - RS

</address>

Desenvolvedores tem também a tendência de usar o atributo class em diversos elementos que se repetem ao invés de simplificar aplicando a class para o elemento pai, veja o seguinte código:

<ul>

<li class=”tipos-queijo”>Cheddar</li>

<li class=”tipos-queijo”>Mozzarella</li>

<li class=”tipos-queijo”>Parmesan</li>

<li class=”tipos-queijo”>Swiss</li>

</ul>

Aqui uma maneira muito mais simplificada:

<ul class=”tipos-queijos”>

<li>Cheddar</li>

<li>Mozzarella</li>

<li>Parmesan</li>

<li>Swiss</li>

</ul>

Mas, quando temos o cuidado no uso das tag <div>, <p>, <span> juntamente com as demais tags e estudando padrões de desenvolvimento web, iremos utilizar elementos (X) HTML mais apropriados, eliminando a confusão do documento e possibilitando um código mais semântico, fácil de dar manutenção, leve e rápido de ser carregado pelo browser e enfim acessível.

MXStudio… souweb!

souweb 2 Comentários »

Logo MXStudioEsta semana tive a confirmação do Gerente de Marketing do MXStudio, Juliano Haussen, da minha participação como colunista no MXStudio. E registro aqui, meu agradecimento por toda atenção dada. Valeu Juliano!!!

Fico muito lisonjeado de poder contribuir para mais um dos portais mais acessados do Brasil, onde pude aprender muito com artigos de seus colunistas, chegando a minha hora de poder retribuir todo o aprendizado.

O principal disto é poder dividir com todos as minhas idéias e conhecimentos, receber críticas e elogios e principalmente alimentar a paixão por escrever.

Acessem meu primeiro artigo, Entendendo Orientação a Objetos, postado dia 10.05.2008:

http://www.mxstudio.com.br/flash/entendendo-orientacao-a-objetos/

Bom… espero que gostem deste e de outros artigos que eu venha a postar.

Um abraço e até a próxima!

Google, o Grande Cego

Acessibilidade, Internet 1 Comentário »

O artigo a seguir foi escrito pelo meu amigo Anderson Triacca, www.andersontriacca.com, escrito quando ainda trabalhávamos juntos. Pedi sua aprovação para postar no meu blog devido a importância dada aos padrões web e a acessibilidade e sua relação com os mecanismos de busca.

Boa leitura!

O título pode parecer meio estranho, mas essa é uma das grandes verdades da web, o google é o maior cego da internet, e isso é muito bom para nós(desenvolvedores). Você deve estar pensando: “esse cara é louco”, mas vou explicar um pouco da minha lógica, e depois você pode tirar suas conclusões.

Quando eu comecei a montar minhas páginas html eu fui questionado sobre como eu tratava da acessibilidade nas minhas páginas eu respondi que não me importava muito com isso, que deficientes não usam a internet(como eu era ingênuo nessa época).

Acontece que os deficientes(parciais ou totais) acessam sim a web, e acessam muito, cerca de 20% das pessoas que navegam na web são portadoras de algum tipo de deficiência, e não pensar nelas é excluir milhões de possíveis visitantes aos nossos sites.

Mas agora você deve estar se perguntando: “como um cego acessa um site?”, pois eu respondo, através de leitores de tela(progamas que lêem o conteudo do site e expressam de forma verbal para o deficiente poder acessar a página) tais como Jaws ou DoxVox. Mas se na hora que desenvolvemos o site não pensarmos nesses programas, eles com certeza irão confundir o deficiente no lugar de ajudá-lo.

Devemos tomar medidas preventivas para que um deficiente tenha uma boa experiência quando navegar em nosso site, medidas como colocar conteúdos alternativos para leitores de tela, separar conteúdo de estilização, usar webstandards, escrever html semântico, conteúdo alternativo para navegadores que não suportam flash, e outros mais(nas próximas colunas eu explico cada técnica mais detalhadamente).

Agora você me pergunta: “onde o google do título entra nesta história?”, pois ele é mais importante, mais inteligente e mais cego do que você pode imaginar.

Veja por este lado, quanto melhor a colocação do seu site numa busca mais visitas você vai ter. Agora você já se perguntou como o google determina quais sites aparecerão melhor numa busca?

Pois o google visita seu site semanalmente, e quanto mais você atualizar ele melhor ele ficará colocado numa busca, isso claro, se o google conseguir ler seu site. Para o google ler seu site ele precisa de conteúdo, muito conteúdo, e a melhor forma de se conseguir muito conteúdo é usar pouco código na marcação, e para isso existem os webstandards, que separam estruturação de estilização. Quanto mais acessível aos leitores de tela seu site for melhor cotado ele será pelo google e mais visitas ele terá, pois o google é o grande oráculo cego da web.

Vivemos num país onde existem muitas desigualdedes e preconceitos, pelo menos na internet vamos tentar fazer algo para mudar esse quadro.

Autor: Anderson Triacca ( www.andersontriacca.com )

WP Theme & Icons by N.Design Studio
Entries RSS Comments RSS Login